AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA AO DESGASTE ENTRE LIGA ASTM A-532 II-D E LIGAS DE REVESTIMENTO DURO EM MARTELOS MOEDORES
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Martelos fundidos em aço ASTM A-532 D II são amplamente utilizados como corpos moedores em moinhos de martelos na indústria de processamento mineral. Por padrão de eficiência e segurança, os martelos possuem sua vida útil limitada ao processo nos quais estão submetidos, ocorrendo sem exceção descarte parcial de material. Podem ser utilizados até que o limite de segurança contra ruptura seja alcançado, evitando fragilização e colapso dentro do equipamento. Em outros processos são substituídos quando o desgaste de suas arestas representa a redução da eficiência na fragmentação, produtividade e granulometria do produto final. Esta segunda condição representa alto índice de substituição, reduzida taxa de utilização e alto volume do corpo moedor descartado. Outros fatores relacionados ao impacto, como ruptura dos martelos e desgaste prematuro por migração do cromo superficial, sugerem que alternativas ao martelo fundido ASTM A-532 D II, como martelos com revestimento duro, sejam pesquisadas e apontadas. Dentro deste contexto, a presente pesquisa avaliou o desempenho da liga fundida em ASTM A-532 D II, frente a três ligas de revestimento duro, duas ligas do sistema FeCrC+Nb, e uma liga do sistema FeCrC+Ti, depositadas sobre metal base em aço manganês hadfield ASTM A-128 Gr C. Foram realizados ensaios de caracterização em laboratório e ensaios de aplicação em regime de produção “in situ”, este com martelos desgastados até o limite de segurança contra ruptura. Os resultados foram medidos, comparados e avaliados. Considerando os ensaios de caracterização em laboratório, sem incidência de impacto e variáveis do regime produtivo, a liga FeCrC+Nb(2), com microestrutura hipereutética e maior teor de carbono que as demais, apresentou a maior resistência ao desgaste abrasivo de baixa tensão, pela norma ASTM G65-16, com desgaste de 3,74 mm3/m x 10-3, enquanto a ASTM A-532 D II obteve 3,94 mm3/m x 10-3. Para os ensaios “in situ”, associando as variáveis do regime produtivo ao alto desgaste abrasivo e impacto, o revestimento FeCrC+Nb(2) sofreu desplacamento, não permitindo a conclusão dos ensaios finais “in situ”. Dentre as opções de revestimento duro, a liga FeCrC+Nb(1), apresentou desgaste 7,9% menor que a liga FeCrC+Ti. Porém, dentro dos critérios do ensaio, a liga ASTM A-532 D II apresentou resistência ao desgaste 68,9% superior ao revestimento em FeCrC+Nb(1), caracterizando destacado desempenho, dentro dos critérios aplicado, quando comparado com as alternativas revestidas.
Description
Dissertação de Mestrado submetida ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Metalúrgica da UNISATC, como requisito parcial para à obtenção do título de Mestre em Engenharia Metalúrgica.
Área de concentração: Caracterização e seleção de materiais