ESTUDO PARA A INCORPORAÇÃO DE REJEITO FINO DE CARVÃO MINERAL NA MASSA DA CERÂMICA VERMELHA
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Wagner Benedet Rebelo
Abstract
Diante dos problemas que envolvem a geração e o manejo dos rejeitos
provenientes do processo de beneficiamento do carvão, tanto nos aspectos
ambientais quanto econômicos, estudou-se maneiras de encontrar usos a este
material que é atualmente descartado pelas empresas carboníferas. Neste sentido,
optou-se por averiguar o seu comportamento junto a massa da cerâmica vermelha.
Para isso, foram desenvolvidas sete formulações em laboratório, adicionando
diferentes percentuais de rejeito junto a massa da cerâmica vermelha, com sucessiva
confecção de corpos-de-prova, queimando-os sob três faixas de temperatura. Além
das formulações, preparou-se peças sem qualquer adição de rejeito, preservando a
massa original utilizada na indústria, com o objetivo de comparar os resultados das
formulações com a massa padrão. A fim de compreender o comportamento entre
ambos os materiais e os fenômenos que neles podem ocorrer, foram realizadas
análises químicas e mineralógicas. Para a validação do estudo e a possível aplicação
de rejeito, foram realizados ensaios cerâmicos padrões, tais como a retração de
queima, absorção de água e resistência mecânica. Como se trata de rejeito de carvão,
que teoricamente pode trazer danos aos equipamentos e ao meio ambiente, foram
realizados ensaios ambientais de corrosividade, reatividade, lixiviação e solubilização.
Os resultados dos ensaios em laboratório mostraram que é possível a utilização de
rejeito fino de carvão em massa cerâmica vermelha em alguns percentuais, sendo a
formulação com 2,5% de rejeito, a que apresentou os melhores desempenhos,
inclusive superior ao da amostra padrão. No quesito ambiental, tanto a amostra
padrão quanto a melhor formulação foram classificadas como resíduo não perigoso,
classe II-A (não inerte).